Mandala Blossom

 

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Caríssimos!

Felizes?

Esta é a Mandala Blossom, do Falk Brito, a original em lilás.

Tentei dobrar a de cor mais escura.  Vou treinar mais, ok?  Prometo!

Florada de Cerejeiras no Parque do Carmo, ano passado.

ótima semana!

bjbjs

Para ver a florada neste ano, clique na foto abaixo, para maiores informações:

 

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Mandalas

Caríssimos!

Estas voaram para Cuiabá!

 

Mandala + Espírito Santo

Mandala, não sei o nome, nem autor, sorry.

Mandala Vi, designed by Carla Onishi.

Espírito Santo, designed by dra Isa Klein

ótimo fds

bjbjs

 

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Braided Corona Star

 

Caríssimos!

Como estão?

Friozinho bom para curtir, não?

Segue a estrela criada pela Maria Sinayskaya, dobradas com papel japonês que ganhei da minha amiga Rose.

Quero agradecer as felicitações de aniversário que recebi ontem, por conta do meu niver!!!

bjbjs

Corona Braided Star

by Maria Sinayskaya

 

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Feliz Páscoa!!!

 

 

Veja outras postagens sobre Páscoa que já publiquei, clicando AQUI, AQUI, AQUI e AQUI

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Mandala Tarrafa

mandala

Mandala Tarrafa

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Mandalas Piratininga

Caríssimos!

Abril!

Bem vindo!

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Mandalas Piratininga

Autor: Falk Brito

diagrama e vídeo tutorial nos comentários.

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Origami e Espiritualidade, by David Lister

 

Um texto que há tempos venho estudando.

 

Origami e Espiritualidade

“Pediram-me que escrevesse acerca de Origami e Espiritualidade mas tenho que admitir que não é assunto que antes me tenha preocupado. Encontrei algumas referências ocasionais a propósito de Zen e dobragem de papel, e é tudo. Podíamos pensar, à primeira vista, na fraca relação existente entre os valores espirituais e a dobragem de papel. Dobrar papel é sobretudo um simples entretenimento; talvez, até, uma arte. Como pode uma recreativa manipulação de papel ter algo a ver com valores espirituais? Na verdade, olhando para a já vasta literatura sobre dobragem de papel, não me lembro de nada que tenha sido escrito, pelo menos no ocidente, que estabeleça uma ligação íntima entre a dobragem de papel e a teologia ou até entre a dobragem de papel e a filosofia. Contudo, se considerarmos o problema em termos gerais, é vulgarmente aceite que a dobragem de papel como a praticamos no Origami é com certeza baseada na geometria. A matemática regula o processo e cada uma das suas formas. E a matemática não revela o próprio pensamento Divino? Coloco um vulgar pedaço de papel quadrado de origami na minha frente. O que vejo? A um nível, não vejo mais do que um pedaço de papel, uma prensagem fina de fibras vegetais. Que mais posso ver? Vejo o quadrado de papel a dobrar-se e a virar-se até que na minha frente surja a aparência de um pássaro. E depois o pássaro desaparece novamente e fico só com a folha de papel original, desta vez marcada por vincos das dobras que formam um curioso padrão geométrico. Será que o pássaro, ou a sua forma, ainda permanecem ali no papel? Será que já lá estava antes do papel ganhar a forma de pássaro? Existia como Ideia Platônica? Ou estas ideias existem só na minha cabeça? Mas certamente não fui eu que inventei os padrões matemáticos. Como é que surgiram, senão através de Deus?

Existe, também, beleza na dobragem de papel. Só alguns poucos dobradores têm o condão de conceder beleza e vida eterna aos seus modelos. Mas alguns dos maiores conseguem-no e entre esses está Akira Yoshizawa. Na sua juventude, Yoshizawa estudou como monge budista. Antes de dobrar ele ora e tenta compreender o espírito íntimo da criatura que está a moldar, estudando a sua natureza, a sua estrutura muscular e o seu temperamento. Com este envolvimento profundo com a criatura quase que se transforma na própria criatura e quando está a dobrá-la transmite-lhe o sopro da sua vida e do seu espírito. As formas abstratas têm, igualmente, uma beleza intemporal. Paul Jackson sublinhou a importância de fazer um ou dois vincos de simplicidade extrema. A dobragem não precisa de ser complexa para adquirir significado e beleza. John Smith desenvolveu a dobragem “Pure Land” para tornar o origami acessível a pessoas com deficiência e, ao fazê-lo, descobriu uma nova simplicidade na dobragem. Chamou-lhe “Pure Land” porque usava unicamente as dobras simples em vale e em monte. “Pure Land” é também o nome de uma filosofia oriental. Mesmo no Ocidente, toda a nossa consciência e tudo o que fazemos está imbuído de simbolismo. Ao longo dos últimos 150 anos, os psicólogos analisaram os nossos sonhos e mitologias e conseguiram desvendar as profundezas do nosso pensamento consciente e inconsciente. O simbolismo de Jung e Freud iluminou a forma como olhamos para nós próprios, para as nossas esperanças e receios. A acreditarmos ser isto verdade, então toda esta carga simbólica se manifesta inevitavelmente na dobragem de papel. Seja como for que esta carga simbólica esteja presente durante a dobragem, é um outro tipo de simbolismo que é mais facilmente identificado quando estamos a dobrar papel. Dobramos uma borboleta para captarmos a alegria da primavera, o milagre da metamorfose, o deslumbramento da vida e a exaltação da liberdade. Dobramos uma rosa para experimentarmos a beleza da sua estrutura e partilharmos, talvez, com a natureza a criação de algo que surge como um botão fechado para se transformar numa das glórias da própria natureza. De algum modo o padrão dos vincos que fazemos é um eco da complexidade do ADN que determina a disposição interna das pétalas antes de desdobrarem, para mostrarem a sua beleza inspiradora, por um breve momento, antes das pétalas caírem. Então percebemos que, apesar das pétalas da nossa rosa de papel nunca murcharem, a nossa flor não passa de uma sombra da rosa verdadeira. Ou dobramos um dragão como representação de um símbolo do poder e do terror que nos ameaça ou dos medos que transportamos. Dobramos uma estrela como sinal de esperança nas nossas aspirações. Dobramos uma cena de Natal para simbolizar uma Nova Vida e, para aqueles que são Cristãos, a crença no Verbo feito Carne. Por isso, no Ocidente, embora possa não haver uma relação explícita entre dobragem de papel e o espiritual, a relação ainda existe porque é implícita e encontramo-la para onde quer que olhemos.

No Oriente as coisas são um pouco diferentes, mas não muito. As religiões e filosofias orientais são menos dependentes dos acontecimentos históricos do que as religiões ocidentais. O simbolismo, em contrapartida, é mais explícito no oriente. O papel (o papel moderno) foi inventado na China e posteriormente desenvolvido no Japão. No Japão, o próprio papel transformou-se num símbolo. No altura em que os Budistas introduziram a sua religião no Japão, trouxeram também com eles as suas sagradas escrituras. Era imperativo que as escrituras fossem escritas em papel e o único papel considerado capaz de transmitir as palavras sagradas era um papel branco puro e o mais fino que se pudesse fabricar. Foi assim que o Budismo transmitiu aos japoneses uma reverência sagrada em relação ao papel que eles nunca deixaram de ter, ainda hoje na era moderna da sua fabricação por máquinas. Para os Budistas, o simbolismo está no próprio papel e têm poucos símbolos que obriguem à sua dobragem. Em contraste, o Shintoísmo, a antiga religião do Japão, que hoje coexiste pacificamente com o Budismo, utilizava mais formas simbólicas. O Shintoísmo teve origem nos espíritos sagrados da natureza, onde a divindade reside em cada árvore e em cada pedra. Era tradição assinalar os locais sagrados com uma corda sagrada ou “shimenawa”, na qual eram presos simbólicos feixes de palha de arroz assim como “o-shide”, que eram harmônios de papel branco dobrado e recortado. O “o-shide” assinalava a eminência do espírito do lugar, da árvore, da pedra e, finalmente, com a evolução da religião, da presença da divindade. Dentro do próprio templo há um bordão no topo do qual estão presos harmônios de papel semelhantes ao “o-shide”. Trata-se do “gohei”, um instrumento que é utilizado em cerimônias de purificação e no qual é suposta residir a divindade do templo. Houve ainda outro fator que encorajou os japoneses a associarem o papel com o divino. A palavra japonesa para papel pronuncia-se “kami”. A palavra para Deus ( originalmente aplicada para os espíritos ou divindades existentes em todo o tipo de objectos) era um caracter de escrita diferente mas que se pronunciava , igualmente, “kami”. Embora não haja nenhuma confusão entre as duas diferentes palavras, o facto de ambas se pronunciarem “kami” levou os japoneses a uma associação simbólica ou poética entre ambas. Uma espécie de jogo de palavras que ajudou a preservar e a confirmar o grande respeito que os japoneses têm pelo papel. As dobragens de papel simbólicas mais antigas no Japão são as borboletas “Mecho” e “Ocho” que se tornaram imprescindíveis nos casamentos tradicionais japoneses. Provavelmente datadas da época Heian, são os exemplos mais antigos da dobragem de papel no Japão que têm alguma semelhança com o origami recreativo, apesar de serem para decoração e não para brincar. Contudo, não estão tão relacionadas com o casamento em si como com a cerimônia dos noivos beberem sake, ou vinho de arroz, que faz parte da celebração do casamento. Originalmente, o casamento era uma cerimônia familiar sem o envolvimento específico da religião shintoísta, apesar de, presentemente, muitos casamentos tradicionais serem celebrados em templos Shinto. Pensa-se que as borboletas tiveram origem na transformação das formas do papel que cobria os gargalos dos frascos que continham o sake usado na cerimônia. As dobras adquiriram uma formalidade que evoluiu provavelmente até resultarem nas borboletas.

Independentemente da sua origem, as borboletas “Mecho” e “Ocho” são símbolos fortes do casamento e da felicidade que todos anseiam para o jovem casal. Evocam visões de duas borboletas em aprazível abandono perseguindo-se uma à outra num jardim florido. O coração diz-nos que os dias aprazíveis não duram sempre, mas esperamos que o amor e a verdadeira felicidade permaneçam durante uma longa vida em conjunto para o noivo e para a noiva. Muitos símbolos tradicionais foram transferidos pelos japoneses para os tradicionais pássaros de papel, animais e plantas que eles dobram. Os dois mais comuns são a tartaruga e o grou, simbolizando ambos uma longa vida. Aparecem nas mais variadas formas e, entretecidos em cestaria, por exemplo, são por vezes usados para decorar barris de sakê. São dobrados ainda para serem colocados no “Horaizan”, uma montanha sagrada que é a terra utópica da juventude eterna e da imortalidade e a morada da felicidade. O “Horaizan” faz lembrar o sagrado Monte Fuji, que é considerado pelos japoneses como a morada dos deuses. O significado tradicional do grou sempre foi o de vida longa e portanto, felicidade. Dobram-se grous para enviar a pessoas doentes expressando o desejo do seu restabelecimento. O grou de papel dobrado é uma das criações mais importantes do origami no Japão e qualquer japonês aprende a dobrá-lo ainda criança. A partir do ano de 1945, contudo, o seu simbolismo alterou-se subtilmente. Todos os dobradores conhecem a história de Sadako, a menina que estava em Hiroshima quando a primeira bomba atômica foi lançada sobre a população humana. Sadako sobreviveu à explosão mas depois, quando atingiu os 12 anos, adoeceu devido aos efeitos da radiação. Há uma crença tradicional japonesa de que se uma pessoa doente dobrar um milhar de grous de papel, então fica melhor. Por isso, Sadako começou a dobrar grous de papel. Com o tempo, contudo, a sua saúde não melhorava e ela foi percebendo que não ia recuperar. Então, em vez de dobrar para ela mesma, começou a dobrar para as outras crianças que também estavam atacadas pelo mesmo mal. Cada grou que ela dobrou era como uma prece. Afirmam que ao dobrar cada um dos grous, ela dizia-lhe: ” Vou escrever Paz nas tuas asas e vais voar à volta do mundo”. E assim a sua prece era não só pela cura e pela felicidade, mas também pela Paz. Sadako não viveu para dobrar todos os seus mil grous e os seus companheiros de escola completaram a tarefa. Uma das versões da história diz que os enterraram com ela. Mas a oração de Sadako pela vida teve a sua resposta porque a história de Sadako e dos seus colegas de escola chegou ao conhecimento de todo o Japão e foi criado um fundo para construir um instituto para o tratamento das vítimas das radiações. E o grou de papel transformou-se num símbolo de paz e reconciliação. No Japão e no ocidente muitas crianças e adultos decidem dobrar mil grous de papel como prece para a recuperação de alguém que está doente ou para enviar para o Parque da Paz em Hiroshima em memória do horror que ali aconteceu e como uma oração pela Paz. Mas ainda hoje muitos há que dobram mil grous à maneira antiga, como símbolo de uma longa vida e de felicidade.

No início falei de referências estabelecidas entre o Zen e a dobragem de papel. Como o Budismo Zen se tornou tão conhecido (mesmo que mal compreendido) no ocidente, é talvez natural esta tendência para associar tudo o que é japonês com o Zen. Mas Zen é só uma das seitas do Budismo e ele mesmo tem escolas diferentes. Numa descrição que peca por breve, Zen é tentar atingir a iluminação através da disciplina e de meditação. Um discípulo do Zen procura a iluminação esvaziando a sua mente de todos os pensamentos racionais. Não é fácil de relacionar isto com a dobragem de papel. Contudo, o estudo do Zen foi adoptado pelos guerreiros Samurai para melhorar a sua perícia com as armas e durante as batalhas. O Zen também se aplica em muitas outras actividades incluindo arranjos florais, na cerimónia do chá, no teatro No, na paisagística e na literatura. Não surpreende, portanto, que dobradores tenham do mesmo modo tentado melhorar a sua prática do origami, dedicando-se ao estudo do Zen. O falecido Eric Kenneway escreveu um curto texto acerca do Zen para fechar o seu livro “Complete Origami” (1987). Infelizmente, morreu antes do livro ser publicado mas ele tinha já, de facto, decidido retirar este artigo sobre o Zen. O seu editor pensou de outra maneira e assim o curto artigo sobre Zen foi publicado no livro de Eric. Ele escreveu: “Para alguns poucos dobradores a unicidade do quadrado de papel (que tem a capacidade de se transformar em todas as criaturas, interdependentes porque o quadrado fica sempre um quadrado) simboliza a sua crença na harmonia do universo e a presença do Buda-natureza em todas as coisas”. O italiano Vittorio-Maria Brandoni que fundou uma escola de origami baseado em princípios Zen, acredita que o origami não deve exprimir unicamente um “esteticismo vazio”, mas ser antes uma atitude perante a vida e a natureza. Assim como a prática da contemplação no Zen é o caminho para a iluminação, assim dobrar de forma correcta pode levar-nos “ao despertar” das nossas mentes e corações. Mas, acrescenta, origami é só dobrar papel – alguém que o quiser compreender, só terá que começar. O mais famoso expoente do Zen que também era um dobrador de papel foi Kosho Uchiyama, que morreu em Março de 1998. Tanto o pai de Kosho, Michio, como a sua avó eram dobradores distintos. O próprio trabalho de Kosho foi publicado numa série de livros, nomeadamente “Origami” (1962) e “Pure Origami” (1979). Até que ponto é que o origami de Kosho foi influenciado pelo seu Budismo Zen é uma questão de opinião. Mas podemos aceitar que muitas das suas criações sejam o reflexo não da iluminação do Zen, mas da alegria de uma criança a dobrar papel. Talvez seja difícil e atrevido que alguém pouco versado em Zen arrisque uma opinião, mas devemos evitar qualquer sugestão de que as dobras feitas por crianças não sejam iluminadas. Não precisamos de ser seguidores do Zen para perceber que as nossas dobras podem propiciar a meditação. Muitos dobradores descobriram isto mesmo ao dobrarem múltiplas cópias de módulos idênticos para uma criação modular, ou ao dobrar grous para perfazer um milhar a ser doado a uma pessoa doente, ou ser enviado para ficar suspenso em frente à estátua de Sadako no Parque da Paz em Hiroshima. Quando dobramos, os dedos estão ocupados sem necessidade de interferência mental e a repetição tem um efeito libertador nas nossas mentes. Dobrar atua como um mantra que liberta o espírito para a oração e a meditação. Esta será uma das ligações mais fortes entre a dobragem de papel e a espiritualidade e, de certa forma, passamos por uma experiência libertadora semelhante às do Budismo Zen. Então, mais uma vez, olho para o simples quadrado de papel na minha frente. E descubro que ele já não é mais um simples pedaço de papel. Descubro que tem uma moldura mágica através da qual posso desfrutar paisagens encantadas e passar a mundos de elevada experiência e espiritualidade. E então lembro as palavras de William Blake: “Ver o mundo num grão de areia, E o paraíso numa flor silvestre, Ter o infinito na palma da tua mão, E a eternidade numa hora.” As palavras de Blake são um eco daquelas da Dame Julian com que comecei este texto. Não será o nosso grão de areia, ou avelã, um simples quadrado de papel?”

© David Lister tradução de Fernando Nascimento

Copiei este texto, DAQUI

Segue convite para oficina de origami, gratuita comigo:

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